Prefeitura de Niterói lança guia botânico com 81 espécies catalogadas em todas as regiões da cidade Imprimir

18/12/2019 – A cidade de Niterói passou a contar com um guia botânico. A publicação, que foi lançada nesta quarta-feira (18), no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, em Icaraí, é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS), e traz 81 espécies botânicas catalogadas em todas as regiões do município, apresentando nome científico, nome popular, mapa de localização e utilidades, entre outras informações.


O guia foi elaborado por técnicos da SMARHS com o auxílio de colaboradores que doaram gravuras botânicas e fotografias para a produção do material. A população também participou da elaboração do guia através da indicação de árvores notáveis da cidade por meio de hashtags nas redes sociais e envio de fotos para o e-mail do projeto, que teve início em 2017.

“Primeiro, criamos um atlas de 100 páginas, que reúne imagens dos variados ecossistemas da cidade, agora temos o guia botânico, que traz um conceito de ecologia urbana, e teremos ainda o guia de trilhas”, contou o secretário municipal de Meio Ambiente, Eurico Toledo, ressaltando que a publicação será distribuída também nos Cetros de Atendimento ao Turista (CATs).

A primeira edição do guia conta, ainda, com texto do professor Fábio Scarano, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e a revisão do presidente da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, Flávio Teles. A publicação também teve a parceria do Iclei (Governos Locais pela Sustentabilidade). O livro já foi cadastrado na Biblioteca Nacional com a ajuda da Fundação de Arte de Niterói (FAN) e será doado para bibliotecas das escolas de Niterói e contará com um cronograma de entrega que inclui atividades de plantios nas unidades.

“Esta é mais uma entrega e mais um marco da gestão ambiental que vem sendo desenvolvida na cidade, que tem mais de 20 milhões de metros quadrados de áreas protegidas. Temos avançado bastante com ações como o Pró-Sustentável, a renaturalização do rio Jacaré e o reflorestamento em diferentes regiões. O guia é mais uma dessas iniciativas da Prefeitura, mas é também uma obra de toda a população”, enfatizou o secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão, Axel Grael.

Além do guia botânico também foi lançado o calendário botânico realizado por meio de uma parceria entre a SMARHS e a Secretaria Municipal de Conservação e Serviço Públicos (Seconser). O projeto traz com destaque todos os dias comemorativos migrados do site do Ministério do Meio Ambiente para visibilidade da questão ambiental.

“A parceria entre as secretarias tem sido muito importante no desenvolvimento de diferentes trabalhos. Essa integração tem trazido resultados muitos positivos”, pontuou a secretária municipal de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa.

Decreto – Durante a cerimônia de lançamento do guia botânico, também foi assinado um decreto de reconhecimento a emergência climática global. O secretário executivo do Iclei, Rodrigo Perpétuo, destacou que esta iniciativa significa o compromisso que Niterói já tem com esta questão. Niterói é a segunda cidade da América Latina a firmar esse compromisso. A primeira foi Recife.

“Niterói é signatária do pacto dos prefeitos pelo clima e energia, com o compromisso de ter uma política de clima que sinalize uma redução de emissões de gases, e transversalize setorialmente essa meta de redução nos processos de licenciamento urbano, processos de desenho da política de mobilidade urbana, no trabalho de conservação da sua biodiversidade”, afirmou Perpétuo.

A secretária municipal de Fazenda, Giovanna Victer, destacou a importância desta e de tantas outras ações positivas adotadas pela atual gestão municipal quando o tema é meio ambiente e preservação da natureza.

“Temos um compromisso em cuidar da cidade, dos cidadãos e também da natureza e do meio ambiente, proporcionando mais qualidade de vida. O guia botânico, por exemplo, contribuirá para que o niteroiense compreenda esse patrimônio natural da cidade e o esforço do poder público em protegê-lo”, finalizou Giovanna.